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BNDES busca mobilizar até R$ 6 bi para mercado de crédito de carbono
03 DE JULHO DE 2026
Iniciativa pretende capturar 19 milhões de toneladas de CO₂
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quinta-feira (2) o lançamento da segunda etapa do programa ProFloresta+, iniciativa para incentivar o mercado de crédito de carbono no país. O banco público ligado ao governo federal espera mobilizar até R$ 6 bilhões com a nova fase.
Pelo programa, o BNDES atua em duas frentes. Em uma delas, faz o chamamento de empresas interessadas em adquirir crédito de carbono e organiza leilão de compra dos créditos, que representam uma forma de compensação ambiental.
Na outra ponta, o banco poderá financiar os projetos de recuperação que criam os créditos ambientais, ou seja, oferecer crédito para quem plantar árvores. O banco espera alcançar até 60 mil hectares de vegetação restaurados. Essa área é 38% superior à dimensão da cidade de Curitiba.
O anúncio de lançamento foi no 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, organizado pelo banco, na sede da instituição, no Rio de Janeiro.
Mercado de carbono
O dióxido de carbono (CO2), também chamado de gás carbônico, é um dos principais causadores do efeito estufa e contribui para aquecer a temperatura do planeta.
O mercado de carbono consiste na compra e venda de créditos para compensar passivos de poluição. Por exemplo, um projeto ambiental que refloresta áreas desmatadas ou preserva a natureza contribui para evitar que o CO2 chegue à atmosfera – é o chamado sequestro de carbono.
Esse sequestro de carbono se transforma em crédito que pode ser negociado. Na outra ponta do mercado, empresas que mantêm atividade econômica que contribuem para a emissão de CO2 podem comprar os créditos, realizando assim uma compensação ambiental.
Empresas interessadas
O BNDES estima que o volume de poluente capturado da atmosfera na nova fase do ProFloresta+ possa chegar em 19 milhões de toneladas de CO2.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, lembrou que a etapa anterior do programa, lançada em março de 2025, foi “ancorada” pela Petrobras, isto é, a empresa de petróleo se comprometeu a gastar R$ 450 milhões na compra de créditos de carbono. Na ocasião, a restauração ambiental precisava ser na Amazônia.
Mercadante destacou que na nova versão, o banco espera receber companhias de outros setores que precisam compensar as próprias emissões de carbono.
“Empresas de petróleo, de gás, de óleo, siderúrgicas, empresas químicas, empresas que têm meta de descarbonização”.
Segundo ele, grandes empresas internacionais também “estão vindo para contratar crédito de carbono no Brasil”.
Na nova etapa do programa, a restauração vegetal pode ser em todos os biomas do país.
Desenvolvimento sustentável
Ao comentar políticas públicas do governo para conservação ambiental, o ministro do Meio Ambiente e Mudança de Clima, João Paulo Ribeiro Capobianco, afirmou que não há contradição entre a agenda do meio ambiente e do desenvolvimento.
“Um esforço que fizemos foi integrá-las”, disse o ministro, que era secretário-executivo da pasta até a renúncia da então ministra Marina Silva.
Fonte: Governo Federal
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